SL Benfica - Fernando Riera
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O Benfica contratou-o no verão de 1962 para suceder a Béla Guttmann, e teve duas passagens distintas. A primeira, em 1962/63, trouxe o campeonato nacional, uma derrota frente ao Santos na Taça Intercontinental e uma segunda final consecutiva da Taça dos Campeões Europeus, perdida por 2-1 frente ao Milan, em Wembley, em maio de 1963. Regressou no verão de 1966 e voltou a ser campeão em 1966/67, ficando até ao final de novembro de 1967; o último jogo foi uma derrota por 1-0 em Saint-Étienne, na Taça dos Campeões Europeus, a 30 desse mês, após o que Otto Glória assumiu o comando e completou o título de 1967/68. Em 98 jogos venceu 74, uma percentagem acima dos 75 por cento, e conquistou ainda três Taças de Honra de Lisboa.
Foi dos primeiros treinadores em Portugal a falar publicamente de sistemas táticos, trabalhando o movimento coletivo e a pressão alta sobre a bola em vez do recuo, e foi tanto professor como treinador. Mais tarde orientou a Universidad Católica, o Nacional, o Espanyol, o Boca Juniors, o Porto, o Deportivo da Corunha, o Marselha, o Sporting e a Universidad de Chile, e é recordado no seu país como o pai do futebol chileno moderno.
Filosofia de Treino
Riera estudou treino em França e em Itália e levou o método europeu para o futebol sul-americano, insistindo no 4-2-4 com dois médios construtivos e quatro atacantes, e numa preparação física e tática sistemática em vez da improvisação.
Era acima de tudo um professor, que trabalhava à exaustão a disciplina posicional e o passe curto e rápido, e foi com esses princípios que construiu a seleção do Chile que terminou em terceiro lugar no Mundial de 1962. No Benfica herdou os campeões de Guttmann e pediu-lhes que continuassem a atacar com muitos homens, reforçando ao mesmo tempo a estrutura atrás da linha da bola.